Mapa de Mosqueiro-Belém-Pará

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quem fez mais pelos trabalhadores da educação publica do Pará? Simão Jatene ou Ana Júlia?

Quem fez mais pelos trabalhadores da educação publica do Pará?

Vamos analisar ações dos dois candidatos ao governo do Pará na área da educação em nosso estado:

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Simão Jatene

! Governou por quatro anos o Pará e nesse período pouco investiu na reforma e melhorias das escolas públicas do nosso estado. Em Mosqueiro nenhuma escola estadual foi reformada por Jatene.

! Pagava os salários dos funcionários da Seduc geralmente lá pelos dias 04 a 05 de cada mês. Os funcionários da Seduc eram os últimos servidores a receber seus vencimentos na folha de pagamento do estado.

! Não pagava vale-refeição aos servidores da Seduc.

! Terceirizou os serviços de apoio nas Escolas Estaduais. Contratou trabalhadores terceirizados para realizar tais funções dentro das unidades de ensino e tentou transferir os funcionário(a)s das escolas de Mosqueiro para municípios “próximos” como Santa Isabel, Benevides, Marituba, Ananindeua.

! Criou a famigerada corregedoria da Seduc. Lembremos que o corregedor era um “delegado-juiz” que punia e perseguia servidores em geral, em especial os professores.

! Os diretores eram nomeados politiqueiramente, conforme a as relações de apadrinhamento e de conchavos do governo tucano.

! Ocorriam corriqueiramente descontos inexplicáveis e abusivos no contracheque dos professores e técnicos pedagógicos.

! A lotação dos professores da rede estadual, todo começo de ano, era “um deus nos acuda,” haja vista, que, segundo a Seduc, existia a imposição da LDB determinando carga horária de até 200 horas. Assim, muitos professores ficavam angustiados com a não possibilidade de extrapolação de sua carga horária para mais de 200 horas de trabalho.

! Existia uma portaria criada pela secretaria “Rosa Cunha” que determinava que o professor/técnico pedagógico que solicitasse licença-prêmio ou licença-curso não teria garantido o seu retorno à escola na qual estava lotado. Em outras palavras essa portaria impedia aos professores e técnicos pedagógicos o direito a se qualificar profissionalmente, por meio de cursos de especialização, mestrado e doutorado, além de não garantir o descanso legal da licença-prêmio.

! Havia cota reduzida para a liberação de professores para a licença-curso (mestrado e doutorado), além da determinação de descontos nos vencimentos do professor/técnico licenciado. O valor da bolsa-curso ofertada aos professores e técnicos pedagógicos que se licenciavam para fazer mestrado e doutorado não cobria as perdas dos descontos do contracheque.

! Sucateou o Sistema Modular de Ensino (SOME): cortou a gratificação de interiorização paga aos professores e técnicos pedagógicos, reduziu os investimentos para a manutenção do sistema, cortou convênios com prefeituras que mantinham o SOME em muitos municípios paraenses.

! Aumentou a contratação temporária de professores, técnicos e funcionários em geral, fato que levou o ministério público do trabalho a exigir a demissão e realização de concurso público para área da educação e de outros setores do serviço público do estado do Pará.

! Municipalizou o ensino fundamental em diversos municípios paraenses. A municipalização piorou ainda mais a qualidade do ensino fundamental nesses municípios. Essa municipalização provocou perdas salariais e prejuízos aos profissionais da educação que foram na “marra” municipalizados.

! Criou o cred-livro no valor de 150 reais ofertado apenas aos professores de sala de aula, lotados com carga horária de 200 horas nas escolas da Seduc, técnicos pedagógicos e diretores não tinham direito a tal benefício.

Obs: Observe que o “Jateve,” teve quatro anos no governo (2003 a 2006) e não conseguiu melhorar a educação pública do Pará, nem as condições de trabalho dos profissionais da educação em nosso estado. Muito pelo contrário, analisando as realizações destacadas acima no governo do “Pescador-Simão”, concluímos que a educação pública estadual piorou e os trabalhadores da educação “amargaram tempos ruins.”

Quem fez mais pelos trabalhadores da educação publica do Pará?

Vamos analisar ações dos dois candidatos ao governo do Pará na área da educação em nosso estado:

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Ana Júlia

! Governa há três anos e nove meses e nesse período investiu na reforma de mais de 500 escolas públicas da rede estadual. Em Mosqueiro reformou, climatizou e construiu o auditório da escola estadual Honorato Filgueiras (investimentos de 1 milhão de reais), reformou e climatizou a escola estadual Abelardo Leão Conduru (investimentos de 580 mil reais), reformou e ampliou a escola estadual Maria Luiza Pires (Furo das Marinhas).

! Passou a pagar os salários dos funcionários da Seduc geralmente no último dia útil de cada mês. Ofereceu empréstimo consignado (a juros baixos) no Banpará a todos os servidores estaduais.

! Passou a pagar vale-refeição a todos os servidores da Seduc

! Extinguiu a famigerada corregedoria e criou a ouvidoria da Seduc. A ouvidoria recebe denúncias contra servidores e as analisa, se surgirem indícios claros sobre a má conduta do servidor, abre procedimento administrativo contra o servidor denunciado.

! Vem ocorrendo eleições diretas dos diretores das escolas estaduais em todo o estado do Pará. Acabaram as nomeações por critérios politiqueiros.

! Reajustou os salários dos professores e técnicos pedagógicos com percentuais de aumento anual sempre acima da inflação. É claro que não foram os reajustes que a categoria almejava, porém garantiu a reposição da inflação dos últimos quatro anos com um pouco de ganho real.

! A lotação dos professores da rede estadual passou a ser organizada com base nas diretrizes da LDB que determina carga horária de até 200 horas. Porém, dependendo da necessidade da escola e da disponibilidade dos professores a extrapolação é permitida sem nenhum problema.

! Foi criada a portaria nº 219/2007, assinada pelo secretario Mário Cardoso, que garante aos professor/técnico pedagógico licença-prêmio ou licença-curso retorno à escola na qual está lotado. Em outras palavras, essa portaria permite aos professores e técnicos pedagógicos o direito a se qualificar profissionalmente, por meio de cursos de especialização, mestrado e doutorado.

! Houve ampliação na liberação de professores/técnicos pedagógicos para a licença-curso (mestrado e doutorado), além do não desconto nos vencimentos dos mesmos. A bolsa-curso ofertada aos professores e técnicos pedagógicos que se licenciam para fazer mestrado e doutorado sofreu reajustes razoáveis nos valores.

! Criou o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores e técnicos pedagógicos. O PCCR vai passar a vigorar no começo de 2011.

! Investiu na reestruturação do Sistema Modular de Ensino (SOME): com o PCCR, a gratificação de interiorização vai voltar a ser paga aos professores e técnicos pedagógicos, realizou novos convênios com prefeituras para manter o SOME em vários municípios paraenses.

! Foi obrigada a demitir por imposição do Ministério público do trabalho, milhares de funcionários temporários, inclusive professores (contratados temporariamente pela dupla: Almir/Jatene). Contudo, realizou um amplo concurso público para a efetivação de funcionários técnico-administrativos, professores e técnicos pedagógicos. Já foram nomeados aproximadamente 14 mil profissionais da educação. No começo de 2011, todos os concursados, ainda não chamados, serão nomeados.

! Brecou o processo de municipalização do ensino fundamental no estado do Pará. Acabando assim, com uma política amplamente desenvolvida nas gestões do Almir/Jatene.

! Criou o Cred-leitura, que passou a ser ofertado a professores, técnicos em educação e diretores das escolas da Seduc. Tal benefício extendeu-se aos professores da UEPA. O valor foi corrigido para 200 reais na última Feira do livro de 2010.

! Criou em parceria com o governo federal o projeto “Escola de Portas Abertas” “Mais Educação” e “Ensino Médio Inovador"

! Entregou kit escolar a todos os alunos da rede estadual de educação no ano de 2009.

Obs: Observe que a Ana Júlia, nos últimos três anos e nove meses (2007 a 2010), mesmo enfrentando muitas dificuldades deixadas pelo governo anterior, conseguiu resolver alguns problemas existentes na educação pública do Pará. Ocorreram melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da educação da rede estadual. Concluímos, então, que a educação pública estadual e os trabalhadores da educação “vivem tempos melhores.”

Comentário do blog: A Ana júlia fez mais pela educação pública e pelos trabalhadores da educação pública paraense (porém, ficou devendo é claro). Já o “Simão Jateve”, prometeu bastante há quatro anos atrás e não cumpriu as promessas de campanha (ficou devendo muito, não resta a menor dúvida). Então, colegas  educadores é melhor votar em quem foi menos ruim para a educação pública do Pará.

2 comentários:

Marcela disse...

"A três dias das eleições, no Pará perdura uma disputa acirrada entre o ex-governador tucano Simão Jatene, o candidato ao governo pela coligação Juntos com o Povo (PPS / DEM / PSDC / PRTB / PMN / PRP / PSDB), e a governadora petista Ana Júlia Carepa, que postula a reeleição pela coligação Frente Popular Acelera Pará (PT, PR, PP, PSB, PV, PCdoB, PTB, PRB, PSC, PHS, PTC, PTN, PT do B e PDT). Fonte fidedigna, ouvida pelo blog, assegura que, pelos números contabilizados nas pesquisas de intenção de voto, é inevitável a realização do segundo turno.
De acordo com uma pesquisa, realizada de 23 a 29 de setembro, abrangendo todo o Estado, na qual foram ouvidos 2.100 entrevistados e cuja margem de erro é de 2,5%, Simão Jatene oscila entre 39% e 42% das intenções de voto. Ana Júlia Carepa soma de 33% a 36%. Domingos Juvenil, do PMDB, tem cerca de 9% das intenções de voto; Fernando Carneiro, do PSol, tem 3%; e Cleber, do PSTU, 1%. Votos brancos e nulos chegam a 3.5% e os indecisos correspondem a 8%.
Destinada ao consumo interno dos petistas e feita por um instituto de pesquisas do Pará, essa pesquisa não chegou a ser registrada no TRE, o Tribunal Regional Eleitoral. Com um custo que oscila entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, a pesquisa foi encomendada por um grupo de parlamentares do PT que disputam a reeleição, e por candidatos a deputado – federal e estadual – pela legenda petista, em regime de consórcio."
Transcrito do blog do Barata

Anônimo disse...

Realmente a Ana Júlia fez muita coisa , só faltou o secretário Mário Cardoso olhar também pelas escola de Santa Bárbara, pois enquanto milhões foram liberados para reformar a Escola Honorato, a Escola Dr.Pádua Costa recebeu apenas uma pequena reforma, que não condiz com as necessidades da mesma. Cadê a quadra coberta?e a pintura da escola? Nem isso fizeram. Apesar de ter acreditado no trabalho da Ana Júlia, acho que ela estava muito mal assessorada.